sábado, 9 de junho de 2012

Benedita de outros tempos...

Para recordar... 

 A Praça - era aqui que se fazia a praça todos os domingos. Aqui vinham pessoas das aldeias vizinhas vender os seus produtos. À esquerda a garagem dos Claras... hoje a praça Dasmasceno Campos
Depois da igreja era preciso cuidar do espaço exterior. Começo da avenida.















 Consultório do Dr. Guerra...

Igreja da Benedita destruída na década de 50 para no local construir a escola primária

Fotos do blog - Biblioteca Benedita

domingo, 3 de junho de 2012

MOINHOS DE PAPEL...

Recordar é viver!... 
Nunca é tarde para aprender!!!!


Cana, arame, alicate...



Será que roda?...








Produto do nosso trabalho!...



segunda-feira, 16 de abril de 2012

Moinhos da minha aldeia

Os moinhos fazem parte das nossas memórias!... Aqui fica a canção interpretada pelo coro de USB
http://youtu.be/N_4E9bC4A-s

 Moinhos da minha aldeia
já desmantelados
mas ainda lá estão
hoje já não têm eira
com uma joeira
que limpava o grão

Quem não conhece o moinho
ou é pequenino
ou não tem memória
vamos aos jovens contar
para cá ficar
do moinho a história



Moinhos eram brancura
sinal de fartura
quando vento havia
estão agora abandonados
un pouco espalhados 
pela freguesia

Quem não conhece...



Taleigo em saco branquinho
vinha no burrinho
com seu passo lento
e quando a casa chegava
o pão se amassava
p'ro nosso sustento

Quem não conhece...

Hoje olhamos com carinho
o velho moinho
que moía o grão
bela missão de nobreza
pois em cada mesa
                                                                                    não faltava o pão

                                                                                   Quem não conhece ...

Autora: Natália Canário

!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Carnaval 2012 - O rancho da azeitona saiu à rua...

O grupo prepara-se para integrar o desfile e recriar o rancho da azeitona, actividade de grande relevo na nossa terra até à década de setenta do séc. XX
Alguns elementos do rancho onde não faltava a vara, os panos, o saco da "pulgueira" e a cesta
Na cesta seguiam os produtos que serviam para fazer a adiafa: a broa, o chouriço, as azeitonas, as filhós... o garrafão da pinga também não foi esquecido...


No palco cantando canções de antigamente...











Belas azeitonas foram distribuídas....
Terminado o trabalho a "rancho" regressa bem animado...




sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

MEMÓRIAS DE NATAL- RECEITAS


Filhós de aguardente
(doce típico do Natal na região do nordeste Alentejano)
Ingredientes:
1k de farinha de trigo
2,5dl de azeite frito com uma casca de laranja e uma côdea de pão
Sumo e raspa de 1 laranja
1dl de aguardente
Sal q.b.
Azeite q.b. (para fritar)
Açúcar em pó q.b. (para polvilhar)
Num alguidar de barro, coloca-se a farinha e faz-se um buraco no meio, onde se deita o azeite bem quente, (depois de coado) e amassa-se tudo. Juntam-se os restantes ingredientes e voltam-se a amassar até a massa estender com o rolo. Esta descansa ao calor (era à roda do lume) durante cerca de ½ hora.
Entretanto, numa frigideira, coloca-se o azeite e deixa-se aquecer.
Com o rolo estende-se a massa o mais fininha possível, recorta-se com uma recortilha em forma de rectângulos, quadrados ou triângulos, fazendo desenhos no meio, e fritam-se as filhós.
Depois de fritas polvilham-se com açúcar branco.
(antigamente as pessoas não diziam FILHÓS mas FELHOSES)

Receita recolhida por Emília Carvalho  




COSCORÕES DA MINHA MÃE

Ingredientes

2 kg de farinha
250 g de margarina
500 g de açúcar branco
250 g de açúcar louro
4 ovos
fermento inglês
um cálice de vinho do Porto
uma pitada de sal
raspa de um ou dois limões
raspa e suma de uma laranja

Como fazer:

Derrete-se a margarina e o fermento em água morna.
Num alguidar, de preferência de barro, juntam-se todos os ingredientes com a farinha e misturam-se muito bem.
Junta-se água morna a pouco e pouco, até a massa ficar bem ligada.
Amassa-se energicamente acrescentando mais água até a massa se poder estender sem quebrar. Está pronta a repousar.
Polvilha-se a massa com farinha e tapa-se com um pano e uma manta. Deixa-se repousar  em lugar quente para levedar, durante cerca de ½ hora, mais ou menos, dependendo do tempo quente ou frio.
Quando a massa estiver crescida até à altura que tinha a farinha, antes de molhada, já deve estar lêveda.
Estende-se a massa com o rolo e com a recortilha talham-se os coscorões.
Fritam-se em óleo bem quente. Depois de todos fritos, faz-se a calda.

Para a calda:

Ferve-se água com casca de limão e adoça-se bem com açúcar. Deita-se essa água num prato grande  e passam-se um a um, muito rápido, os coscorões. Escorrem-se e colocam-se num tabuleiro, em camadas, polvilhando todas as camadas com uma mistura de açúcar louro e branco. Quem gostar pode juntar canela.
Deve-se ir acrescentando água bem quente, porque à medida que se vão molhando os coscorões esta vai arrefecendo.
Estão prontos os coscorões.

Bom apetite!!!

 Receita  recolhida por Trindade Sardinha